Não é de hoje que se sabe que a parceria entre cliente e agência é fundamental para o sucesso de uma campanha. Esta parceria vai desde a data para entrega de material, liberdade para criação, disponibilidade de verba, informação para o briefing, entre outras questões, mas tudo isso se resume a uma palavra: confiança.Na campanha de comemoração dos 50 anos do sanduíche Whopper, do Burger King, criada pela agência norte americana Crispin, Porter + Bogusky, a relação cliente-agência com confiança foi ao limite e isto rendeu um “case” de grande sucesso e um prêmio em Cannes na categoria Integrated, em 2008.
O Whopper, sanduíche do Burger King que desde 1982 é o principal alvo das campanhas publicitárias criadas para Burger King, é considerado o preferido nos Estados Unidos. Para a comemoração dos 50 anos do sanduíche foi criada a campanha “Whopper Freak Out”, onde levou os consumidores a imaginar como seriam suas vidas sem o sanduíche. As reações e situações causadas pela “privação do Whopper” resultam em imagens irreverentes e divertidas, captadas de consumidores reais. Também fez parte da estratégia de comunicação o lançamento do Whopperfreakout.com, onde os internautas puderam visualizar trechos dos filmes e aumentar seu conhecimento sobre o famoso sanduíche. Através de câmeras escondidas, capturaram a reação das pessoas ao serem informadas de que o produto havia sido tirado do cardápio. O case começou na Web, com os filmes sendo exibidos como uma espécie de documentário, incluindo cenas de bastidores. Depois disso, contou com ampla veiculação na mídia tradicional e muitas mídias espontâneas, como reportagens em jornais que anunciavam a decisão da empresa de retirar o seu principal sanduíche do cardápio e, principalmente, com um amplo acesso na internet.
As mídias levam o consumidor a acessar os vídeos como forma de descontração, e o levam a imaginar o porquê das reações causadas pela ausência de um sanduíche no cardápio. A divulgação do nome da empresa e do sanduíche foi enorme e levava a pergunta: “O que tem neste sanduíche?”
A campanha mostra que o produto não tem simples consumidores, o produto tem “fãs”, e um fã consome sem considerar quantidade e valores. É uma campanha digna de premiação mesmo, é de encher os olhos de verdade a relação de confiança que o cliente possui com a agência, deixando de vender seu principal produto e, com certeza, sua principal fonte de renda, apostando na idéia da criação da agência.
Victor Freitas Nobre
Fonte de pesquisa:
• http://www.portaldapropaganda.com/comunicacao/2007/12/0013
• http://www.brainstorm9.com.br/2008/06/21/cannes-lions-2008-integrated-lion-para-whopper-freakout-do-burger-king/
• Programa “Na Hora do Intervalo” exibido pela MultiShow.
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
domingo, 16 de novembro de 2008
Meios tradicionais X Tendências de comunicação
Os meios de comunicação em massa têm como principal característica atingir em grande quantidade todo o tipo de público, mas é importante lembrar que esses meios estão suscetíveis a resistências, como por exemplo, quando somos expostos a determinadas propagandas de tv e mudamos de canal.
Meios como o vídeo game, possuem ótimo alcance quanto à segmentação de público, atingindo diretamente o público-alvo além de não oferecerem resistências às propagandas, uma vez que estão inseridas de maneira tão natural que fazem parte do jogo.
Diante das oportunidades publicitárias que podem ser aproveitadas no vídeo game, surgem tendências cada vez mais interessantes, como por exemplo, as dos jogos on line que poderão filtrar informações dos jogadores, a partir da maneira de como cada um joga. Prevendo possíveis ações pode-se modificar automaticamente o grau de dificuldade ou calcular o tempo de exposição de um jogador aos anúncios publicitários nos games.
Como exemplo, teremos os jogos de corrida, onde os anúncios fazem parte do cenário tanto na realidade quanto no jogo, a diferença estará na medição do tempo de exposição de cada jogador à publicidade. Um jogador mais lento ficará exposto à publicidade por maior tempo recebendo um menor número de anúncios e um jogador mais rápido ficará exposto à publicidade por menos tempo recebendo um maior número de anúncios.
Nathállya Queiroz
Meios como o vídeo game, possuem ótimo alcance quanto à segmentação de público, atingindo diretamente o público-alvo além de não oferecerem resistências às propagandas, uma vez que estão inseridas de maneira tão natural que fazem parte do jogo.
Diante das oportunidades publicitárias que podem ser aproveitadas no vídeo game, surgem tendências cada vez mais interessantes, como por exemplo, as dos jogos on line que poderão filtrar informações dos jogadores, a partir da maneira de como cada um joga. Prevendo possíveis ações pode-se modificar automaticamente o grau de dificuldade ou calcular o tempo de exposição de um jogador aos anúncios publicitários nos games.
Como exemplo, teremos os jogos de corrida, onde os anúncios fazem parte do cenário tanto na realidade quanto no jogo, a diferença estará na medição do tempo de exposição de cada jogador à publicidade. Um jogador mais lento ficará exposto à publicidade por maior tempo recebendo um menor número de anúncios e um jogador mais rápido ficará exposto à publicidade por menos tempo recebendo um maior número de anúncios.
Nathállya Queiroz
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
Mais do mesmo
Fazendo jus ao título do último post, concordo com João Vicente a respeito da importância da rotina e de sua quebra no processo criativo. Engraçado... ao longo desses quatro anos de universidade pensei muito a respeito da profissão "publicitário". Para mim, é um dos poucos cursos onde o aluno que possui média 5 ou 6 pode perfeitamente roubar a vaga daquele que sempre tem notas lá em cima.
O fato é que publicidade não é um curso para, vamos dizer, nerds. Ir pra universidade, sentar na primeira fila e ficar lá prestando atenção em tudo que o professor diz ajuda muito, mas aqueles que gostam realmente do curso vivem estudando, ou estudam vivendo. Não se prendem à nota, pois sabem que o dia-a-dia é a aula em que mais devem prestar atenção.
Propaganda boa é propaganda simples, e ela passa diante dos nossos olhos o tempo todo. Aí vai da pessoa ter sensibilidade suficiente para enxergar ali um VT, página-dupla, ou seja lá o que for. Conseguir o simples é o mais complicado, por isso atenção e curiosidade são ferramentas importantíssimas para quem quer comunicar bem.
Aproveitando o espaço e o assunto, gostaria de sugerir um livro e um filme que tem a ver com essa história toda. Baixei esses dias o e-book "O ócio criativo", do sociólogo italiano Domenico de Mais, e, apesar de não ter lido-o todo, é bastante interessante a forma como ele defende o quanto estão à frente pessoas que conseguem simultaneamente mesclar trabalho, estudos, atividades e tempo livre. Ou seja, tudo a ver com nossa querida profissão.
Já o filme, que também baixei na Internet, foi produzido em 2005 e chama-se "Sonho Tcheco". O longa, na verdade, é o projeto de conclusão de curso de dois estudantes de Cinema da Faculdade de Praga e mostra claramente o poder exercido pela mídia e publicidade. Eles simplesmente criaram toda comunicação para o lançamento de um hiper-mercado fictício, com pesquisas, jingles, VT's, ações, e tudo mais. É surpreendente ver centenas de pessoas se locomoverem até o local do suposto novo mercado e darem de cara com os dois estudantes, que tratam logo de explicar sobre a farsa e a intenção do projeto.
Murilo Gondim Spricijo
O fato é que publicidade não é um curso para, vamos dizer, nerds. Ir pra universidade, sentar na primeira fila e ficar lá prestando atenção em tudo que o professor diz ajuda muito, mas aqueles que gostam realmente do curso vivem estudando, ou estudam vivendo. Não se prendem à nota, pois sabem que o dia-a-dia é a aula em que mais devem prestar atenção.
Propaganda boa é propaganda simples, e ela passa diante dos nossos olhos o tempo todo. Aí vai da pessoa ter sensibilidade suficiente para enxergar ali um VT, página-dupla, ou seja lá o que for. Conseguir o simples é o mais complicado, por isso atenção e curiosidade são ferramentas importantíssimas para quem quer comunicar bem.
Aproveitando o espaço e o assunto, gostaria de sugerir um livro e um filme que tem a ver com essa história toda. Baixei esses dias o e-book "O ócio criativo", do sociólogo italiano Domenico de Mais, e, apesar de não ter lido-o todo, é bastante interessante a forma como ele defende o quanto estão à frente pessoas que conseguem simultaneamente mesclar trabalho, estudos, atividades e tempo livre. Ou seja, tudo a ver com nossa querida profissão.
Já o filme, que também baixei na Internet, foi produzido em 2005 e chama-se "Sonho Tcheco". O longa, na verdade, é o projeto de conclusão de curso de dois estudantes de Cinema da Faculdade de Praga e mostra claramente o poder exercido pela mídia e publicidade. Eles simplesmente criaram toda comunicação para o lançamento de um hiper-mercado fictício, com pesquisas, jingles, VT's, ações, e tudo mais. É surpreendente ver centenas de pessoas se locomoverem até o local do suposto novo mercado e darem de cara com os dois estudantes, que tratam logo de explicar sobre a farsa e a intenção do projeto.
Murilo Gondim Spricijo
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terça-feira, 11 de novembro de 2008
O desafio da página em branco
Há aqueles que acreditam que criar é a mais simples entre todas as tarefas de uma agência. Quem faz tal afirmação nunca foi desafiado pela página em branco: o vazio que nos convida a preencher com idéias, conceitos, motes e temas.
Criar textos envolve associação, usar termos semelhantes, ligar universos distintos e buscar sempre a criatividade, sendo inesperado, novo, inédito. A criação deve ser estratégica, pensando em qual a finalidade cumprida pelo que é criado, seja redação ou arte. A publicidade, queira ou não, é um negócio. É um empreendimento e, cada agência, é uma corporação, uma empresa. Visto desta forma, o desafio da página em branco não pode ser aceito de qualquer maneira, escrevendo o que vier na cabeça sem qualquer forma de direcionamento ou planejamento. Às vezes, aquilo que você criou e achou a peça mais incrível e digna de Cannes não diz sequer quem é o anunciante e não cumpre a principal função da publicidade: comunicar marcas, produtos, serviços e instituições.
Criar em propaganda é totalmente diferente da criação artística e os profissionais de publicidade precisam ter isso sempre em mente: estar atento aos desejos do cliente, escutar as pessoas a seu redor, ler um briefing bem desenvolvido e estar sempre bem informado. Publicitário tem como fonte de criação simplesmente tudo: seja um filme, uma novela, um programa de TV, até mesmo os fatos que acontecem com o seu vizinho.
O desafio, na verdade, é usar essas informações estrategicamente para alcançar um objetivo de comunicação. Só assim, com esse objetivo alcançado, que se pode dizer que a página em branco foi “derrotada” e preenchida da maneira que será para sempre lembrada na mente dos consumidores de seus clientes. E, claro, na de quem criou a propaganda também.
João Vicente
Criar textos envolve associação, usar termos semelhantes, ligar universos distintos e buscar sempre a criatividade, sendo inesperado, novo, inédito. A criação deve ser estratégica, pensando em qual a finalidade cumprida pelo que é criado, seja redação ou arte. A publicidade, queira ou não, é um negócio. É um empreendimento e, cada agência, é uma corporação, uma empresa. Visto desta forma, o desafio da página em branco não pode ser aceito de qualquer maneira, escrevendo o que vier na cabeça sem qualquer forma de direcionamento ou planejamento. Às vezes, aquilo que você criou e achou a peça mais incrível e digna de Cannes não diz sequer quem é o anunciante e não cumpre a principal função da publicidade: comunicar marcas, produtos, serviços e instituições.
Criar em propaganda é totalmente diferente da criação artística e os profissionais de publicidade precisam ter isso sempre em mente: estar atento aos desejos do cliente, escutar as pessoas a seu redor, ler um briefing bem desenvolvido e estar sempre bem informado. Publicitário tem como fonte de criação simplesmente tudo: seja um filme, uma novela, um programa de TV, até mesmo os fatos que acontecem com o seu vizinho.
O desafio, na verdade, é usar essas informações estrategicamente para alcançar um objetivo de comunicação. Só assim, com esse objetivo alcançado, que se pode dizer que a página em branco foi “derrotada” e preenchida da maneira que será para sempre lembrada na mente dos consumidores de seus clientes. E, claro, na de quem criou a propaganda também.
João Vicente
quinta-feira, 6 de novembro de 2008
Microsoft prepara nova versão do Windows
A empresa Microsoft anunciou a criação de um novo sistema operacional, o Windows 7. A ferramenta é o aperfeiçoamento do Windows e terá como diferencial o manuseio através de toques na tela, o que será uma alternativa ao uso do mouse. Segundo informações publicadas no site Terra, a expectativa é que a recepção seja melhor que a do Widows Vista, lançado em 2007.
O anúncio oficial foi feito no evento All Things Digital, em San Diego, Estados Unidos. Entre as novas possibilidades, o software permite que o usuário amplie ou reduza fotos com a ponta dos dedos. Segundo a Microsoft, outro fator que será revisto no novo sistema é a segurança dos usuários, diminuindo a vulnerabilidade aos vírus que se espalham pela rede. Oficialmente, o lançamento está marcado para 2010, porém, a empresa distribuiu uma versão pré-beta de avaliação para desenvolvedores durante a PCD 2008.
O problema é que a versão já está disponível para download em sites de pirataria, o que é crime. Caso atenda às expectativas, o Windows 7 deve traçar um novo perfil na comunicação, disponibilizando maior alcance digital.
Adenes Márcio
O anúncio oficial foi feito no evento All Things Digital, em San Diego, Estados Unidos. Entre as novas possibilidades, o software permite que o usuário amplie ou reduza fotos com a ponta dos dedos. Segundo a Microsoft, outro fator que será revisto no novo sistema é a segurança dos usuários, diminuindo a vulnerabilidade aos vírus que se espalham pela rede. Oficialmente, o lançamento está marcado para 2010, porém, a empresa distribuiu uma versão pré-beta de avaliação para desenvolvedores durante a PCD 2008.
O problema é que a versão já está disponível para download em sites de pirataria, o que é crime. Caso atenda às expectativas, o Windows 7 deve traçar um novo perfil na comunicação, disponibilizando maior alcance digital.
Adenes Márcio
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