quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

O que o Google tem que a gente não tem?

Hoje é sábio dizer que no mundo virtual e real quem quiser obter sucesso basta se juntar ao Google. Essa é uma verdade inquestionável de 9 a cada 10 usuários de internet dos dias atuais. Mas o que o Google tem que a gente não tem? Porque ele é assim? Qual o seu segredo?

Roger Schank {Schank, 2002}, investigador em inteligência artificial, diz que, “no fim do último século o conhecimento começou a tornar-se a moeda mais valiosa, tal como a terra numa economia feudal e o capital numa economia industrial” {Gopnik, 2002, p.73}. Isso não é apenas uma frase de algum pensador, jornalista ou crítico, isso é fato. Não basta apenas, maquinário e funcionários, o segredo e o sucesso, principalmente da potência Google, está no conhecimento.

Essa é uma fórmula simples que podemos exemplificar em grandes sucessos de bilheteria. Por exemplo: em Matrix, tem o “Oráculo” e o “Arquiteto”. No filme Inteligência Artificial tinha o “Dr. Saber”, dentre outros. Há quem diga também que algum tempo atrás, Bill Gates questionou a capacidade do Google de criar produtos lucrativos, depois da empresa ter sofrido uma de suas maiores quedas na bolsa de valores por não atingir o lucro esperado por seus investidores.

Seguindo essa mesma linha de pensamento, hoje essa empresa de nome engraçado e com menos de uma década de existência é ranqueada como a mais cara do mundo, avaliada em U$ 66,434 bilhões de dólares, deixando para trás gigantes como Coca-Cola e Microsoft.

Portanto, o Google continua e continuará sendo essa grande referência, a ponto de nos deixar dependentes de seus produtos e serviços.

Diogo Arruda

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Recentemente, comecei a participar de um projeto social organizado pela Inédita Propaganda. E deste projeto pude retirar algumas reflexões.

As pessoas quase nunca se interessam pela filantropia. Quando muito dizem “bom dia” ou “com licença” e já consideram que fizeram uma boa ação. Porém, a filantropia ou boa ação vão muito além de simples gestos de educação. Filantropia é a mais pura forma de doação, não de objetos materiais, mas sim de corpo e alma. É se entregar a uma causa e lutar com 100% de sua força, “filantropia, é se doar” sem limites, sem ter tempo de se envolver.

Quantos nunca falaram algo do tipo “ Não tenho tempo para isso” ou “ Não tenho nem para mim, para quê vou doar” e até mesmo “ Fim de semana? Fim de semana não dá, é dia de descansar”. Sempre temos alguma desculpa para justificar a falta de amor pelo próximo. Doar como já disse, não é só dar algo material, mas também dar tempo, atenção, carinho e amor.

A realização de projetos sociais dentro das empresas só é possível através do envolvimento dos funcionários. Mas para isso é preciso que se quebre paradigmas de que a empresa só serve para trabalhar e receber os vencimentos ao final de cada mês. É preciso que haja a compreensão de que a empresa pode fazer parte de nossas vidas, podemos confraternizar com os colegas de trabalho, envolver nossas famílias.

Vamos todos juntos nos doar pela solidariedade, não só neste fim de ano, mas em todo o decorrer de nossas vidas. Vamos levar paz, carinho, amizade e estender a mão a quem necessita.

Alison P. Silva

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Sim, nós ganhamos

Nunca havia me interessado por política por achar que todos os políticos são a mesma pessoa e, independente do representante escolhido, tudo ficaria como antes. Muitos podem achar que esse descrédito não é uma visão correta, pessimista, mas é o que a política no Brasil nos mostra, infelizmente.

Foi preciso surgir o primeiro candidato negro à presidência dos Estados Unidos da América para atrair a atenção, não só minha como de muitos, para a política. Quem não falava em política, passou a falar. Quem não estava nem aí pra candidato algum, passou a torcer. E a contradição é que não foi para um presidente do nosso país, mas sim dos EUA, ou do mundo, exagerando um pouco. Ou não.

Obama contagiou a todos, se tornando ícone pop em pouquíssimo tempo. Esse fim de semana chego ao Goiânia Noise e vejo três pessoas em um só dia com a camiseta do dito cujo. No mesmo evento, B Negão, ex-vocalista do Planet Hemp, também grita no palco o famoso “Yes, we can!”. Nunca fui ao show da banda Calipso, mas não me espantaria em ver alguém com a camiseta por lá.

Falando sobre a campanha eleitoral, a equipe do democrata inovou, e muito, na maneira de comunicar com seus eleitores e correr atrás de votos que antes não eram considerados prioridade. Investiram como nunca em sua campanha online, criando uma rede de relacionamentos como o Facebock, chamada MyBarackObama.com.

Não deixaram de lado nem os game-maníacos. A campanha comprou espaço em nove jogos da empresa Electronic Arts e quem for acelerar na corrida Burnout Paradise vai passar por uma faixa que diz “Obama para presidente”. Certíssimos, afinal, em uma eleição tão disputada como essa, cada voto tem um grande valor, ainda mais se tratando de um candidato negro em um dos países mais racistas do mundo.

Destacando a importância de cada um dos milhões de doadores da campanha, a equipe de Obama enviou uma mensagem logo após a divulgação do resultado, como se fosse escrita pelo próprio presidente. O e-mail começa dizendo o seguinte:

“Murilo,

Eu estou pronto para ir para o Grand Park para falar com todos que lá me esperam reunidos, mas eu gostaria de escrever para você primeiro. Nós simplesmente fizemos história. E eu não quero que você esqueça como isso aconteceu...”

Tudo muito bem elaborado. Não foi à toa que ganhou.


Murilo Gondim