segunda-feira, 16 de março de 2009

Desconforto visual

Há pouco tempo tivemos um caso de desrespeito à natureza em nossa cidade. Um indivíduo que cortou várias árvores pelo fato das mesmas estarem obstruindo a visão de placas de outdoor. Isso me fez refletir sobre este problema que vai além deste caso, me fez pensar, questionar sobre a poluição visual que estamos vendo na grande Goiânia.

Com tantas placas de outdoor, painéis luminosos, muros pintados e faixas nos postes, ficamos com uma estafa visual, fruto de toda essa poluição. Não sabemos pra onde olhar, nem mais o que estamos lendo a não ser um monte de letras e imagens aglomeradas. Isto é muito importante para questionarmos se a verdadeira função da mídia exterior está sendo alcançada, isto é, se de fato aquela mensagem de determinado anunciante está sendo vista pelo seu público consumidor e, ainda, se está sendo vista com “bons olhos”. Isso ocorre em Goiânia pelo descaso dos órgãos de fiscalização que não tomam uma providência sobre o desrespeito às leis e normas vigentes, como publicidade em muros e faixas espalhados pela cidade, um amontoado de placas de outdoor e painéis luminosos, além das próprias fachadas de estabelecimentos.

“Normas básicas para instalação de um outdoor, principalmente no que diz respeito à quantidade e à distância entre um e outro, são ignorados pelos donos dos painéis. A fiscalização da Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma), órgão responsável pelo controle da poluição visual, não consegue coibir os lucros à custa dos olhos alheios”.
(Fonte: O Popular – 01 de março de 2009)

A maior parte de outdoors, principalmente, segundo o próprio sindicato de outdoors é irregular. Enquanto em uma mesma esquina são permitidas quatro placas, em alguns pontos da cidade existem sete, somadas às pinturas em muros e faixas em tecido penduradas em cima das avenidas. A solução deste problema, talvez, não seria tomar uma atitude drástica como feita na cidade de São Paulo, mas uma fiscalização mais rígida quanto às placas ilegais ou, até mesmo, uma diminuição considerável destes pontos de mídias externas, sendo permitidos apenas em pontos estratégicos e em menor quantidade.

Assim, teremos paisagem, teremos uma cidade mais limpa visualmente, consequentemente mais bela, além disso, melhor visualização e divulgação de marcas e produtos aos consumidores, isto é, a certeza de que o consumidor realmente viu e assimilou a mensagem transmitida e não apenas olhou como mais uma entre tantas outras. Seremos, em relação à comunicação e ao meio ambiente, eficientes.

Luciana Álvares

2 comentários:

Unknown disse...

Concordo com a Luciana, e acredito que está faltando um pouco de profissionalismo por parte das empresas de outdoor, que visam mais o lucro e temem que os clientes não paguem o preço de suas placas, porque se diminuírem a quantidade, os preços irão aumentar. Em contrapartida ajudará o cliente a ter uma resposta mais imediata de sua comunicação, atingindo seu público-alvo de forma eficiente. O cliente vai pagar o preço se ver que a sua marca está sendo valorizada. Então, por que esperar pela fiscalização se podem ter uma atitude inédita?

Anônimo disse...

Acredito que comunicação esta muito além do que se vê nas paredes da cidade. Outdoor, paredes, busdoor entre outros são ao meu ver uma solução rapida para a falta de criatividade quando são tratadas como mídias principais de uma empresa. Precisamos valorizar nossa cidade para não chegarmos ao ponto de uma São Paulo.

Precisamos de uma comunicação mais surpreendente, que chegue no cliente sem ele saber que chegou, entre na sua vida e esse cliente possa utilizar sua marca de uma forma não forçada e nessa linha de pensamento não vão ser os panfletos ou as paredes pintadas com uma ou outra marca que serão a diferença. As pessoas se importam com marcas que se importam com eles, com a vida deles e a cidade deles, isso é importante de lembrar.