terça-feira, 31 de março de 2009

O que é Raciocínio? E o que é Criatividade? Ou melhor, o que é Raciocínio Criativo?

Um tema muito comum e bastante discutido entre pessoas da área de comunicação. Como ser criativo, fazer anúncios hipercriativos, roteiros impecáveis, ou uma redação que informe o consumidor sobre as qualidades do produto anunciado, sem que isso seja apelativo ou apenas um texto informativo? Como? Simples, basta ser criativo! Na teoria pode ser simples, mas, como pensar com criatividade?
A criatividade existe em todos nós, cada um tem um ou mais lados criativos, seja ele voltado para questões financeiras, para conseguir fazer uma grana extra para sair de um aperto no fim do mês ou pra comprar um produto que desejamos, ou também para o lado amoroso, que usamos na tentativa de conquistar a mulher amada.
E por que não, usar essa criatividade na publicidade?

A criatividade é aflorada quando há um motivo forte. Desejo, paixão e dor, são elementos “fortes” que contribuem para que usemos a tal “criatividade”. E caso não saiba, esses sentimentos estão ligados como carne e unha na publicidade.
Emoção, é o termo comum entre publicidade e criatividade, não existe criatividade sem causa, sem sentimento, sem emoção. É assim também na publicidade.
Como disse antes, a criatividade está em cada um de nós, mas, como usar essa criatividade do dia-a-dia na publicidade?
O principal é reconhecer que publicidade também é emocional e não só razão, afinal se a publicidade fosse feita apenas de raciocínio, os anunciantes simplesmente colocariam as qualidades dos seus produtos e o consumidor, com o seu lado racional, sem um pingo de emoção, decidiria qual produto traria mais vantagens, e faria sua escolha. Mas isso não acontece, e por conta disso temos um papel maior a ser feito, ou melhor, a ser escrito.

A perfeição de uma campanha para um produto acontece quando conseguimos conquistar os consumidores de determinado produto, pelas emoções e também pelo lógica. Esse é o tão almejado, “Raciocínio Criativo”.
O nosso cérebro, quando nascemos, está completamente livre de qualquer “programação”, de qualquer preconceito. Ao longo dos anos vamos moldando nossas mentes a terem vontade própria, se é que podemos chamar assim. Em outras palavras, criamos vontades. Não gostamos de pimenta porque arde, ou gostamos porque arde. Ou seja, vamos moldando o nosso cérebro de acordo com nossas necessidades. É o mesmo que temos a fazer com a criatividade, ensinar, programar o nosso cérebro a raciocinar de forma criativa, e isso não acontece da noite pro dia. Não existe fórmula mágica para isso.
Como ensinar nosso cérebro a ter um raciocínio criativo?
Apesar de não ter uma formula mágica, vamos entender um pouco como funciona o nosso cérebro.
Somos munidos de informações o tempo todo e nosso cérebro armazena tudo. Classifica essas informações de acordo com nossas prioridades. Quando estamos com um job de um cliente/produto, ele é ativado. Busca informações arquivadas durante toda a vida, e que se relacionam ao produto/cliente. Porém, nosso cérebro, em determinadas situações, não é tão veloz assim. Quando solicitamos uma informação, e ele nos dá a resposta imediata, isso quando é um assunto da sua rotina. Por exemplo, se lhe perguntarem qual a sua cor preferida? Ou melhor, qual o seu nome? O cérebro fará uma pesquisa e imediatamente dará a informação. Mas, quando se trata de algo novo e inédito (como a publicidade deve ser), o nosso cérebro demora mais para processar, formular o que solicitamos a ele, pode demorar dias até conseguir combinar as informações contidas em nossa mente. Para conseguirmos extrair algo interessante, criativo, vai depender da experiência de vida de cada indivíduo, dos livros que leu, dos relacionamentos que teve e outra série de fatores. Como dizem por aí, um criativo não vê nada de forma negativa, tudo é motivo para inspirar sua criatividade.
Meu conselho é que viva a vida com bastante intensidade, variedade, tenha a mente aberta, sugue o máximo do mundo, observe a natureza, todas as suas formas, seus contrastes, suas combinações, cores, pessoas etc. Tudo isso vai ser fonte de pesquisas na hora de criar. É uma busca incansável.

Você pode ajudar o seu cérebro. Como?
Quando estiver com um job sobre um determinado produto ou serviço, busque o máximo de referências que conseguir. Pesquise peças relacionadas ao tema, leia sobre o produto, assim seu cérebro vai coletar todas essas informações e vai começar a processá-las, na tentativa de combinar tudo que você leu e viu naquele momento, com tudo o que adquiriu aos longos dos anos. Esse processo pode demorar muito, ou pode ser rápido, depende dos fatores que citei acima, suas experiências de vida. Quanto menos experiência de vida, maior deve ser a pesquisa momentânea, mais minuciosa possível, a fim de observar detalhes que ajudarão a alcançar o raciocínio criativo de forma mais rápida.

Agora você já tem as ferramentas que deve usar para alcançar o raciocínio criativo. Uma das dicas no texto, é que você viva mais, leia mais e se relacione mais, seja observador ativo, fique atento, ouça mais.

Pra finalizar, uma dica excelente: o livro “Raciocínio Criativo na Publicidade” de Stalimir Vieira. Com esse livro você vai dar um mergulho mais profundo sobre a criatividade na publicidade, por meio das experiências vividas pelo autor.

Thiago Silva

Um comentário:

Byron disse...

Texto muito bacana. Parabéns. Como diz a Anna Fischer/@dropsdomeumundo: "A criatividade é a inteligência se divertindo" :)