É impressionante como o avanço da tecnologia muda a forma de trabalho (workflow) de cada um de nós. A evolução dos softwares, hardwares em geral, e suas usabilidades fazem com que fiquemos em constante atualização para que o fluxo de trabalho se mostre cada vez melhor. Porém, falando especificamente em softwares gráficos, há uma resistência muito grande ainda por parte de algumas empresas, no que diz respeito à melhoria no processo de trabalho, tanto de quem contrata o serviço, quanto de quem produz o material.
Vamos a um exemplo prático para quem trabalha com arte em geral: designers, diretores de arte, diagramadores etc. Você fez seu material gráfico todo em Illustrator, pra mim o melhor software vetorial existente, e precisa enviar para gráfica. Certo? Bom, então finalizamos o arquivo e mandamos em vários formatos (.eps, .tiff, .idd, .pdf) para que não ocorra qualquer tipo de problema. O certo seria enviar somente em *.pdf, um formato mais seguro e confiável, porém já houve casos em que me perguntaram o que era esse tal de “pdf” que todo mundo fala. Fazer o quê! Beleza, o arquivo chega à gráfica, só que com um pequeno porém: a gráfica não trabalha com Illustrator, somente com o tão famoso Corel. Aí o que acontece??? O arquivo volta pra agência para mudar o formato.
Bem, de cara exportamos o danado do arquivo pra *.eps para ver se abre no Corel.
1ª tentativa: o gradiente bonitinho que você fez com tanto carinho no Illustrator foi pro beleléu, ficou todo dividido. E as fotos linkadas? E a fidelidade de cores? Bom, não vou descrever tudo mas esses são os principais exemplos de incompatibilidade. Nessa altura do campeonato o cara já tá grilado.
2ª tentativa: exporta o arquivo em *.tiff e importa no Corel. O documento que tinha 4mb ganhou, incompreensíveis 20mb, e as fontes em vetor agora são tudo bitmap. Que beleza? [#modo irônico ativado] Agora manda por email, deve ir rapidinho né? Ahh... quê isso? É só gravar em um cd e pedir pro motoboy entregar, simples e rápido! [#modo irônico desativado]. Escolhido uma das opções, o motoboy ou o email, o arquivo chega de novo à gráfica, é impresso e tcharam! O resultado não foi o esperado, o laranja da logomarca parece que está mais escuro, o verde do background está amarelado, a fonte com 6 pontos que você colocou saiu só o borrão e por aí vai. Esse drama todo por resistência, desconhecimento e falta de interesse em se atualizar.
A conversão de arquivos dita acima, de Illustrator para Corel, é feita através de usuários que usam PC. E pra quem usa MAC? Eu quem digo! Sofro muito com isso. Quase todo dia lá vou eu pedir aos companheiros para fazerem a conversão do arquivo, pois a gráfica não aceita Illustrator. Uma solução, talvez um tanto radical, seria um boicote por parte de agências e outros meios que fazem uso do serviço gráfico, para que percebam a relevância de ter gente capacitada e softwares adequados para cada tipo de serviço. Ou seja, mandou o arquivo em *.pdf e a gráfica falou que só aceita em Corel? Mude de gráfica! O orçamento pode até ficar um pouquinho mais caro, mas o que importa é o resultado, sem surpresas desagradáveis, sem desgaste de relacionamento, sem perda de tempo e com uma qualidade incomparavelmente muito superior.
Aiala Garcia
segunda-feira, 23 de março de 2009
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3 comentários:
antes fossem os problemas só de illustrator. arquivos em .psd também param na fila. é fogo. eu ainda não conheço nenhuma gráfica que está em conformidade com os avanços da nossa área.
A grande verdade que a industria gráfica goiana hoje em dia tem se preocupado bastante com a qualidade de seus equipamentos e deixando para traz a qualidade profissional esquecida, para falar a verdade 20% das graficas goianas sabem o que é Adolbe, Ilustrator, Photoshop, In design e tals. pois seus departamentos de finalizacao ainda estao no tempo de Page maker e Corel Pau.
É o que eu penso.
O pessoal esquece realmente do investimento em mão de obra qualificada, é uma pena, e nós quem pagamos o pato, ter que sofrer com todas as problemáticas descrevidas no texto do aiala. Porque será? Será que nós publicitários/designer's /Diretores de arte e etc fazemos nossa parte, seria o caso do boicote?? fica a pergunta...
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